
Olá amigos,
Voltei para contar mais uma semana, que se passou:
Na segunda feira, tudo correu normalmente, ele comeu no refeitório e foi um dia para se dizer agradável.
Na terça feira, foi um dia também agradável, mas para ser bom, o Nuno conheceu um menino chamado Vasco, que está no centro de formação a tirar um curso, não sei se o menino é diferente ou não, mas como para mim isso não interessa, só sei que estiveram de tarde juntos no computador e deram-se muito bem, o Nuno chegou a casa com a felicidade estampada no rosto, porque tinha arranjado um amigo que até era bombeiro.
Na quarta, houve greve mas nada a atrapalhar, ficou toda a manhã no computador e a fazer trabalhos,enquanto as professoras de apoio aproveitaram e fizeram uma reunião.
Na quinta também nada há a registar, tudo bem.
Na sexta feira, tudo correu bem normalmente, mas uma semana sem baixos não é semana. Quando chegou a casa pediu ao pai para sair e dar uma volta, e o pai Jorge sim senhor disse-lhe para ir tomar banho rápido para saírem, para voltarem, antes de a mãe chegar a casa por volta das 20h. O Nuno tanto andou a passarinhar a ver televisão, demorou a tomar banho quando chegou a vestir-se, estava eu a chegar a casa, então o pai Jorge já não quis sair, porque eram horas de jantar e eu já estava em casa, mas o Nuno queria era sair, não queria entender que já era tarde e que tinha que jantar. Então o Nuno começou a barafustar, não queria tomar o medicamento, não queria jantar e o mais grave foi ir para o quarto bater com os pés no chão, eu cheguei adoentada com gripe e ter que "aturar"aquilo tudo estava a ser demais, já lhe tinha dito para parar que me doía a cabeça e estava doente, mas ele não ligou e cada vez parecia que fazia pior, até que o meu limite chegou ao fim, bati-lhe "é o que eu mais detesto fazer"no fim virei-lhe as costas e fiquei muito mal, fechei-me no quarto a pedir a DEUS que me desse calma e que ele acalmasse, ouvi o pai Jorge dizer-lhe que era bem feito que a mãe tinha razão, e virou-lhe também as costas. Passado algum tempo, ele sai do quarto e diz, "está bem, está bem eu tomo o medicamento e vou jantar", eu também fui jantar com eles, não houve conversa durante o jantar, no fim de jantar foi lavar os dentes e foi-se deitar, eu fui ao quarto dele e já estava deitado, abri a luz de presença e quando ia para lhe dar um beijo ele abre os olhos, eu calmamente perguntei-lhe se podia-lhe dar um beijo de boa noite, ele disse que sim e dormiu até ao outro dia sem mais precalsos.
No sábado, assim que acordou veio ter comigo e perguntou-me se já estava melhor com ele, eu respondi-lhe que era muito triste e me sentia triste porque lhe tinha batido, que era a última coisa que queria fazer, e que era triste porque só assim é que ele parou. No sábado foi só beijinhos e abraços da parte dele, para mim e para o pai, mas eu ia dizendo-lhe que ainda estava um bocadinho triste por ele ter reagido como reagiu.
Amigos, por hoje fico por aqui.
Vou passando e escrevendo.
beijinhos do tamanho do Mundo